quinta-feira, 20 de outubro de 2011

7º ELLF _ ano 2011



Apresentação do trabalho literário 'Morri de amor'(meu próximo livro a ser lançado), em Sessão de Comunicação Individual no 7º Encontros de Estudos Linguísticos e Literários da FAINTVISA - ELLF. Dia 06/OUT

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

No ônibus

No mês passado, seriam dez horas da noite; Ivan pegou um ônibus particular que levava pouco mais de vinte passageiros.
Sentou, como de costume, lá no fundo. Não sentou sozinho. Uma amiga ficou ao seu lado – o lado da janela.

Ficou no fundo a fim de ficar livre das conversas monótonas. Além do mais, preferia a companhia dela à da vizinhança ali presente. O interior do automóvel estava com as lâmpadas apagadas. Mas fazia uma noite de clara. E mesmo assim ele havia notado como sua amiga estava bonita. Além de atraente havia algo em seu temperamento... Estava em desordem. Ela, que atendia pelo apelido de Nanda, estava na abstinência já alguns dias.

Ele elogiou a beleza dela usando como desculpa da sua gentileza a roupa que ela usava. Ela lhe contou o que usava de novo em seu corpo suntuoso: blusa, sapatos, brincos... E o provocou dizendo que também a calcinha era nova e vermelha – confessou. O tamanho, difícil precisar, não divulgou nem mostrou.

O sorriso dela era brilhante, mesmo à sombra da noite. Ele se sentiu estimulado, disse que sua imaginação era fértil. Ela tinha consciência disso também.
Depois, ele inclinou a cabeça para falar mais próximo do ouvido dela a fim de lhe acender uma situação instigante - com palavras de admiração e desejo que ela lhe causava.

Os minutos se passavam e ele estava profundamente excitado na ideia de seduzi-la, sem saber no que poderia dar.
Para sua surpresa, a voz dela soava ardente em suas respostas. Estava imaginando outras coisas picantes também, estava gostando da situação.
Devagar, o desejo dele ia aumentando, principalmente ouvindo dela: que estava ficando excitada com a história erótica que ele contava – sua voz era envolvente.

A cada minuto ela estava ficando mais linda e sensual aos olhos dele.
Ambos animavam a ideia um do outro e ele incitava ainda mais com elogios, carícias, beijos em seu pescoço, na ponta da orelha...
Até que, impulsivamente, ela fez o queria fazer... decidiu fazer ali...
Estando a fim de aventura, emoção... Ela desabotoou o botão da calça e abaixou o zíper, colocando uma mão por dentro e se tocou com o desejo que lhe consumia.

A outra mão foi de encontro ao sexo dele. O rapaz fez o mesmo, afrouxando sua calça e deixando o pênis sair pra fora, para a mão dela: que segurou firmemente e o sacudia.
Do plano fictício ao real!
Os passageiros bem mais à frente nem imagina a delícia que estava sendo aquela pequena viagem para a cidade onde residiam.
Eles, ali juntinhos, no fundo do carro em movimento, movimentavam-se com seus anseios.

A mão dela segurava o sexo retesado ao mesmo tempo em se dava prazer tocando em seu clitóris, com o rapaz contando uma deliciosa história a dois que provocava a excitação do pensamento.

Esfregando sem parar, ela sentiu uma vibração percorrer todo seu corpo com aquelas carícias. Nesse momento ela apertou fortemente o pau do rapaz que percebeu que ela havia gozado, mordendo seu lábio inferior, sufocando seus gemidos...

Toda a satisfação da ousadia e do gozo estampado em seu bonito rosto, ela sorria maliciosamente, observando que não levantou a curiosidade de nenhum passageiro adiante, a mulher resolveu se abaixar e colher o sexo dele na boca. Ele se sentiu maravilhado com os lábios dela massageando a cabeça do seu pênis, a língua agitando o frênulo, a sucção da chupada, o movimento de vai-e-vem aumentando a satisfação do prazer até jorrar todo o líquido que ela engoliu, deixando guardado dentro de si esse novo segredo entre eles.

domingo, 7 de agosto de 2011

Safada Larissa

Fernando lia um livro quando viu numa das páginas um cartãozinho com um nome escrito: Larissa. Logo, ele se lembrou:
Agarrei-me a Larissa e nos perdemos num longo beijo. Segurava-a pela cintura e a outra mão em sua nuca. Seu corpo estava bem colado ao meu, assim como nossos lábios molhados. Então ela me afastou, mas apanhei-a de novo antes que saísse do quarto. De um novo impulso, joguei-a sobre a cama, para logo em seguida precipitar-me em cima dela.
O calor evidente nos fazia desfazer das roupas, logo estávamos apenas com as vestimentas de baixo nos revestindo de paixão. Sentia uma ereção intensa. Penetrei-a com um prazer enorme.
Ofegava com delícias ao contato quente e macio. Apoderava-se em nós uma boa sensação à sugestão da lascívia.
Apoiado na cama o seu dorso macio, eu cobria com meu peito os seus seios fartos. Louca de prazer, ela foi sentindo o meu entusiasmo ativo de desejo e emoção. Sua face ruborizava, sua respiração acelerava, soltava fortes gemidos e gozava. Seu corpo todo tremia. A mulher amava o ardor e eu o seu corpo. Fui e vim num balanço regular e antes de me ver dentro dela, eu a virei de costas e com uma atitude de posse, lentamente fui enfiando o meu pau em seu ânus.
Nos lábios dela vi depois o reflexo da alma satisfeita por um sorriso que traduzia a delícia íntima das sensações sexuais. Isso me alegrava muito.
A felicidade serena depois pousava em mim.
Porém, passados alguns dias, vi-me também na ponta de um drama. E depois na linha de um alívio estranhamente inquietante.
Para avaliar a oportunidade deste alívio, é preciso saber que eu tive com um amigo uma conversa, que no fim de alguns instantes, compreendi o que ele sentia e depois então, procedia automaticamente como um amigo para ele, e um revoltado para comigo.
Foi num dia de verão que cheguei a casa dele de surpresa e o encontrei bastante agitado.
Perguntei o que era e o mesmo me respondeu devagar como se as palavras lhe saíssem da boca contra sua vontade. Ele havia recebido um telegrama anônimo dizendo da aventura de sua mulher com outro rapaz. Dizia ainda que fosse de uma mulher, uma mulher que gostava muito dele.
Eu logo fiquei desconfiado. Ele não queria acreditar. Eu dei força para que assim fosse; que não acreditasse. Porém, a realidade das coisas ia me dar alguma surpresa ainda mais incrível. Que se daria dali a algumas horas. Inquieto, nervoso, falava mais que ouvia com sua voz ameaçadora e raivosa, não enxergava que eu também havia ficado apreensivo e cuidei que ia lhe falar de mim e ela, mas me reprimi. O momento estava muito turbulento. Instantes depois ele decidiu que ia sair. E saiu.
Eu tomei outro rumo, querendo advertir Larissa do que lhe esperava, porém eu não a encontrava. Vagava sem saber o que pensar ou o que fazer.
Depois considerei que tudo não haveria de acabar numa tragédia. Conhecia o rapaz e por mais bravo que parecesse, gostava muito dela, talvez a julgasse com palavras horrendas, por ter sido desiludido. Humilhasse-a tal como se sentia e a deixasse. Fizesse com que ela deixasse de existir para ele e não tornaria a vê-la nunca mais. Igualmente a mim.
Travava, já em casa, uma luta moral, preocupadamente. Sabia que era incontestavelmente tarde para fugir. Gostava tanto dela que enfrentaria meu amigo. De repente decidi saí. Durante os primeiros minutos não pensei em nada; fui andando, andando, passando rua após rua até parar numa Praça arborizada no centro da cidade.
O dia estava escurecendo e a essa altura já era sabido de meu amigo os acometimentos de nossa aventura, assim eu pensei. Esperava que o desagradável momento, o momento de entregar-se às emoções inconvenientes que estavam por vir.
Estava silencioso, inquieto e nervoso. Oprimia-me uma espécie de remorso, sofrimento... Fiquei na rua muitas horas. Cheguei a casa tarde da noite e dormi mal. A consciência perturbava meu sono.
No dia seguinte me levantei com um ar sumamente contrariado. A verdade é que o coração ia num sobressalto de instante a instante. O fato de não saber o que se passara me deixava menos sossegado. Mas eis que seria tudo neste dia, fosse o que fosse. Veio-me uma descoberta, quando mais tarde ele me encontrou em casa e contou da traição que lhe causara a mulher, qual felizmente ou infelizmente, nem ali e nem em outro instante, divulguei meus preconceitos morais, calei-me. Ela foi flagrada com outro moço mais novo que nós dois, que me consternou profundamente.

Para fugir a tão lamentáveis memórias, amassou o cartãozinho e se recolheu à leitura do volume.

do livro "pequenos delitos"

terça-feira, 24 de maio de 2011

Vitória

Vitória... Uma mulher que exala pelos poros a sua sensualidade. É macia e cheia de curvas. Casada com Eric, um rapaz bonito e mentiroso, que iludia a todos e a si próprio. Certo dia, contou para sua mulher sobre seu passado. Coisas que não deveria dizer, pois poderia causar ciúmes e dúvidas, principalmente quando conheceu um homem que se apaixonou por ele e durante muito tempo foi seu companheiro. Até conhecê-la. Não queria lembrar-se dessas recordações, mas eu havia chegado à cidade, encontrado com ele e lembramos o passado tomando uma cerveja juntos num restaurante. Vitória ficou com Eric mesmo assim. Por status, por comodidade, por ele ser maravilhoso na cama. Porque gostava de seduzir e conquistar homens que gostava de se relacionar com homens; ela se sentia mais mulher ao seduzi-lo e tirá-lo do controle. Certa vez, cheguei num restaurante onde eles estavam. Cheguei de repente, falei com ambos e fui convidado a ficar na mesa por Vitória, que percebeu que eu poderia ser aquele que ficou com seu amante no passado. Eric se abalou um pouco me vendo ali, mas não deixou transparecer tanto. Não houve nada de especial na conversa entre nós três. Ele foi pedir a conta. Eu fui para frente do restaurante e Vitória chegou junto a mim. Chegou muito perto, muito provocante; e falou ao meu ouvido com sua voz suave que eu era muito bonito, porém a beleza não é tudo. Outro dia, quando teve outra oportunidade de se aproximar de mim, falou bem de perto ao mesmo tempo em que pegou em minha mão e colocou no meio de suas pernas: “Eric gosta da forma como me abro pra ele. Gosta de ver e sentir meu sexo se abrindo com uma flor, rosado e jovem, parecendo como o sexo de uma menina. Estou sempre pronta a lhe dar um grande orgasmo. Acho que você também não resistiria tendo consciência do meu corpo, sentindo o meu cheiro mais profundamente como estou sentindo o seu agora. Costumo deixar uma impressão forte e impactante. Você iria gostar de me conhecer mais profundamente.” Por um instante, senti um desejo súbito me invadindo de querer conhecê-la. Logo ela se afasta e no segundo seguinte, Eric aparece. Ao vê-lo, o encanto dela se desfaz. Até breve Victor, ela me disse por fim. Cada um seguiu seu rumo. Mas ficou um sentimento de falta no ar. Os dias passam e sinto que Vitória age de forma misteriosa comigo. Ela me perseguia. Ela deu um jeito de eu ir a sua casa. Fui mais com a intenção de ver Eric, mas ele não estava. Caí em sua armadilha. Ela conseguiu me seduzir com suas palavras e gestos delicados. Foi me envolvendo como uma serpente até eu perder minhas forças. Era noite. Ela estava linda, cheirosa, lânguida, sensual. Usava um vestido vermelho. Tudo nela era brilhante: os olhos, a boca, o cabelo, sua forma ondular... Ela queria ver meu corpo, sentindo que eu estava com um desejo de querer conhecê-la de um jeito mais lascivo. Eu fingia que ela estava enganada. Mas ela sentia que eu estava atraído. Ela me encurralou na parede e se ajoelhou no meio das minhas pernas. Abaixou minha calça e pegou no meu pau. “Vamos Victor! Mostre-me o que tem. Mostre-me como você é gostoso.” Ela deixou meu pau duro; pegando forte com a mão, com a boca. Agarrou minha bunda com ambas as mãos. Enterrou os dedos na carne de minhas nádegas, enquanto continuava engolindo meu pau com sua boca quente. Eu me deixei levar e fui ao chão. Fiquei deitado, aberto pra ela, que ia me estimulando com sua mão apalpando meu sexo, sua língua frenética em meus ovos. Forçou um dedo em meu ânus, enquanto me chupava magnificamente. Acende uma centelha elétrica em mim e começo a reagir intensamente, sentindo que vinha um forte orgasmo como Vitória havia me dito que eu teria. “Ai Victor, não creio que não sinta nada por mim.” Ela tira seu vestido. Estava sem nada por baixo. Vejo seu corpo, sinto sua pele, sinto seu cheiro invadir minha alma, seu calor me queimar. Ela estava molhada entre as pernas me vendo naquela situação. Continuo excitado. Ela monta em cima de mim. Mexe seu corpo todo... “Ah Victor! Eric está confuso! Agora sei por quê. Você é maravilhoso!” – Ela repetia essa última palavra. Eu estava confuso também, porém muito estimulado e maravilhado com ela. Puro êxtase. Sentindo que eu ia gozar novamente, ela sai de cima e me chupa de novo enfiando um dedo violentamente entre minhas nádegas. Ela bebe meu leite derramado. Estremeço por completo. Já não sou mais eu. Perco a consciência por alguns segundos. Sou só gozo. Muito depois percebo que se eu, que estava disposto a ter Eric para mim, não resisti a ela... O que dizer dele, que gosta desta mulher?
Entendo minha perda e aprecio a sua sorte. Logo, aqui estou eu... Pobre Victor... Encantado por aquela diaba, agora sem planos nem ilusões. Nem as boas lembranças de Eric me aquecendo por trás em noites frias me estimulam tanto a imaginação quanto o calor de Vitória.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

27

Na ilusão

Meu ardente coração pulsa
Produzindo uma ilusão
Celestial
Que é ver você
E conter em mim
Dons de um grande poeta
Para exprimir com eloquência
Os encantos da tua mocidade
Que me atrai irresistivelmente.
Fico encantado com os brilhos de seus olhos,
O som da sua voz, a ternura dos seus gestos
Aliados a desejos incendiários
Com seu corpo cheio de carne e vitalidade
Sobre o meu ser.

Não, não me atrevo a escrever
Não saberia traduzi-la toda
Ou partes de seus encantos físicos
Sobre a boca que me beija e me chupa
Os seios que me oferece e eu aceito
A bunda que agarro e aperto
As coxas grossas que me cercam
E provocam fortes emoções
Não me atrevo a escrever sobre a quem
Com tanto desejo me pega -
E estragar uma imagem, assim, tão bela.